POESIA RELATIVA
Texto do latim textum
tecido, tiras, pele.
Porosa mulher
concebe os versos
em suas linhas abertas.
Rasgue todo verbo.
Fecunde a voz do mundo.
Sou o mundo
de incógnitas desabitadas.
Solte esse cordão.
Amarre os sapatos,
arrume o nó da gravata.
"O homem é a medida de todas a coisas."
"Quem são estes desgraçados?"
Rebentos da utópica construção
desvalidos consumindo pão e pó.
Concerne alguns fiapos dessa escrita,
derrame tinta a(breu)grafia.
Retenha toda ambigüidadde.
Agora sou (a)mo
não amo mais.
Vem, desdenhe.
Que seja miragem
(mito) meretriz.
A praça está cheia
algodão doce
pontas (pés) bits.
Olhares retesos; metá(fora)
DUVIDO QUE ESSE FILHO É MEU!
DNA/
Para me aprisionar.
Na primavera volto
tramas, camas, plenas
(a)mas as palavras?
Espalhegrafite.
Um ponto final.
Não me comprometa agora!
DEUS ESTÁ DORMINDO.
" 1 (Protágoras)
" 2 (Castro Alves)
Escrito por Weder Soares às 18h26
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