Curto diálogo com as paredes II
É engraçado! Quando lá dentro do ser poeta... Um grito inflama, pulsa e fazem dos minutos fragmentos de uma história. Cria asas, formas, trepida, arquitetando seu nascimento. Incontrolavelmente se torna ser...Evidenciando, participando ativamente de todos os momentos. Lá estava ela (vida). "Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas, ao contrário dos organismos mortos ou da matéria bruta, se mantêm em contínua atividade, manifestada em funções orgânicas tais como o metabolismo, o crescimento, a reação a estímulos, a adaptação ao meio, a reprodução, e outras; existência...". Ela se fazia grito dentro de mim, arranhando de forma curiosa meu útero imaginário, em contrações pedia-me luz. E com as letras pude traze-la ao mundo. Vida momento divino, poético em que os sonhos são plantados, quem sabe até mesmo conquistados, espaço de refazenda, reconquistas e reencontros, paraíso de luz e amadurecimento... Vida eterna, sol de todas as estações, estrela divinal ao longo do caminho, como não lhe agradecer as fartas espigas, a terra bendita que acolhe as sementes, vida, berço infindo de esperanças renovadas, retrato fiel de outras tantas que vivi. Poema liberdade em estrofes e sons, imagens que se foram, mas sempre existiram, vida, pássaro alado em indecifrável vôo, pontos e pontas aos passos e poços, vida, ar, matéria, pensamentos, atitudes em versos, folhas de tantos outonos, força que caminha, ama, liga, busca respostas, e quando não as tem, continua mais além. Vida aqui está! Até que retenhas meu verbo e faça de meus suspiros o que quiseres.
Escrito por Weder Soares às 03h43
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