És pauta
(porto).
Perfilados dias/
Retocas as horas,
preparas a ceia/.
Escreves em risos
Partes de uma outra
História/
que o tempo...
Ainda não escreveu.
Ventre/
De alças
Alçando vôos.
Retinas afinadas,
De zelo e talento/
(a)lamber a cria(tividade).
Mãos (mães)
Meninas de asas/.
Ser(tão)mente mulher
Presente nas rimas
Desse andar constante/
Nesse amar
De eras/
Lutas, esferas
És sublimação em fios
Tecendo minha canção/.
Mãe fica comigo?
À querida amiga Lela
Do Blog Colcha de Retalhos
Amontoadas/
Verberando vidas
Nas linhas do universo/.
Pulsam solenes
Em cada ser poema.
Virgula desmedida
Alfinetando estradas
Redescobrindo histórias
Nas colchas de tantos (A)talhos
(Re)talhos vivos
na ponta/
do grafite imaginário.
Eis os pontos/
No final dos contos
Tudo é poesia latente/.
Intencionada, acariciada...
desmedidamente nossa/.
Sem pressa
Palavra pôr palavra
Permanece ainda verso
Da prim(eira)
Até a última página.
No engano/
das letras,
ficou a pauta
repleta de poesias
NÚS/
Espaços em branco/.